“Uma loira de parar o trânsito”. O que parece uma daquelas cantadas ensaiadas que se solta ao ver uma mulher bonita na rua foi “personificada” bem em frente à equipe do iG. A dançarina do “É o Tchan”, Karol Loren fotografava na orla da Reserva - praia situada entre a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste carioca – quando uma batida aconteceu.
Um taxista, encantado com as curvas da loira, ressaltadas por um curto vestido, não viu o sinal fechar e acertou a traseira do Honda à sua frente. Esse evento e os constantes gritos de “gostosa” deixaram claro o que a música do grupo sempre enuncia: “a nova loira do Tchan é linda”.
Predicados não faltam: 23 anos, olhos azuis, 1, 64 metro de altura, 102 centímetros de quadril, 64 centímetros de cintura e 84 centímetros de busto. Tudo em perfeita harmonia, certo? Quase. Karol tem planos para alterar sua anatomia. “Acho o meu peito muito pequeno e já tenho planos para aderir ao silicone. Você coloca uma roupa e fica tão mais bonito. Não atrapalha pra dançar. Sei disso porque tem outras dançarinas do grupo que já colocaram”, explica a loira, que foi selecionada através de voto popular em agosto deste ano no “Programa do Gugu”.
Quando Karol cita outras dançarinas, ela não está se referindo a antigas integrantes do grupo, como Carla Perez e Scheila Carvalho. A nova formação do “É o Tchan”, grupo criado em 1995, transcendeu a tradicional de uma loira e uma morena e agora conta com seis dançarinas, além dos cantores que deram origem ao grupo: Beto Jamaica e Compadre Washington. “É muita mulher junta, imagina todo mundo de TPM? (risos). Graças a Deus nunca tivemos nenhum tipo de problema”, brinca Karol, que é natural de Brasília e mora no Rio de Janeiro num condomínio de casas de luxo na Barra da Tijuca. E foi em frente à sua residência, onde mora com pai, mãe e um casal de irmãos, que ela concedeu a entrevista a seguir:
Babado: Como começou a sua história com o “É o Tchan”?
Karol: Desde novinha eu acompanhava o grupo e sabia todas as coreografias. A febre do Tchan acabou, mas eu continuei a fazer dança numa academia. Aliás, sempre fiz jazz e balé. Foi lá que me convidaram. Disse que ia pensar, avaliei e achei que seria uma oportunidade legal.
Babado: Por que você pediu um tempo para pensar?
Karol: Porque meu pai é um homem muito sério e fiquei imaginando o que ele falaria de ver a filha dele dançando de forma sensual vestindo top e shortinho. O que me importava era a opinião da minha família, que sempre apoia minhas decisões, mas também mostra o caminho quando estou errada. Teve amigo meu que mostrou preconceito quando soube, mesmo sabendo que passaram pelo "É o Tchan" meninas maravilhosas que ninguém tem o que falar. Estou fazendo o meu melhor para passar a imagem certa e consciente de que não dá para agradar a todos.
Babado: Você não chegou a pensar que a volta do “É o Tchan” fosse algo decadente?
Karol: As pessoas criticam muito, questionam se vai dar certo. O Beto Jamaica e o Washington têm uma energia muito boa. A gente vê a alegria das pessoas quando eles entram no palco. As músicas são boas, as meninas são carismáticas e dançam bem. Tem tudo para dar certo!
Babado: Como foi o concurso?
Karol: A final foi no “Programa do Gugu”. Estou há três meses aprendendo a ser a loira do Tchan e a experiência tem sido muito legal. A questão da dança é bem puxada, a gente tem que ensaiar muito. Emagreci, perdi massa muscular e aprendi que depois do show a gente tem que comer mesmo. No começo até passei mal com o pique, mas já estou entrando no ritmo.
Babado: Como você mantém a forma e cuida da saúde?
Karol: Eu faço tratamento ortomolecular e tomo vitaminas e suplementos que me ajudam a queimar a gordura e a prevenir celulite e flacidez. Não passo vontade de nenhum tipo de comida, nem brigadeiro que é meu pecado, basta comer pouquinho, sem exagerar. Faço musculação no mínimo três vezes por semana e localizada também. E depois um creminho da Victoria’s Secret, que adoro!
Babado: Você é adepta da cirurgia plástica?
Karol: Eu nunca fiz, mas sabe que até me arrependo? Queria ter colocado silicone no peito antes, porque agora está complicado de encontrar tempo para fazer a cirurgia. Você coloca uma roupa e fica tão mais bonito. Estou tranquila com o resto do corpo. Antes eu era mais preocupada, mas agora perdi um pouco da cisma e me conscientizei de que não existe corpo perfeito, sempre haverá um pouquinho de celulite ou estria.
Babado: Já passou por alguma saia-justa por ser loira de bumbum grande?
Karol: Não (risos). Sempre falam uma gracinha, porque brasileiro gosta de bumbum, mas a gente acaba se acostumando. Chamar de gostosa é só um elogio.
Babado: Já surgiu proposta para posar nua?
Karol: Algumas, mas eu não quero. Por agora, meu objetivo é mostrar o meu trabalho, a dança. Futuramente, quem sabe? Nunca vou dizer nunca, mas não é minha meta ou objetivo. Isso é algo muito longe de mim.
Babado: E qual a parte do seu corpo que você mais gosta?
Karol: Tirando o meu olho, que tem uma cor bonita, eu gosto muito das minhas coxas, que são bem torneadas, e da minha bunda, que tem um bom desenho.
Babado: Você está namorando?
Karol: Não. Tive um namorado de quase três anos, quando morava em Brasília, o Hugo. A distância tornou difícil a conciliação. Com as viagens agora, se aparecer outro vai ter que entender o meu trabalho.
Babado: O que um homem tem que ter para te conquistar?
Karol: Tem que ser sério e ter uma postura correta. Detesto caras que se acham, sabe? Que seja fiel e trate a mulher com carinho, seja romântico, cavalheiro. Embora eu seja nova, sou da moda antiga e por mais que seja difícil encontrar um que abra a porta do carro, eu gosto é disso.
Babado: Você acredita que ainda exista homem que não traia?
Karol: Acho que tem sim. Tudo é questão de postura e educação familiar. Claro que ao longo do tempo pode surgir uma vontade, isso é normal, mas acho que a gente tem que fugir das tentações, se segurar.
Babado: Quando você quer seduzir, qual a sua tática?
Karol: Um bom olhar. Eu sou bastante tímida, mas quando tenho que seduzir, eu lanço um olhar e mexo no cabelo. Sempre saio muito bem arrumada e isso é uma coisa que já chama atenção. Achando alguém interessante, é só jogar charme.
Babado: Você acha que o beijo na boca é prenúncio do que vem depois?
Karol: Claro! Um bom beijo é a base de tudo. Já tive casos de querer muito beijar um cara e quando rolou: ai que decepção! Na hora do beijo eu pensei: quero ir embora! Gosto de um abraço gostoso, de carinho nas costas, no pescoço, no cabelo. Todo carinho é bom quando você está com quem se gosta.
Babado: Quando você acha que a mulher tem que ser santa e quando tem que ser safada?
Karol: A mulher tem que ser uma dama na sociedade, mas na cama tem que se soltar, deixar a fantasia rolar. Não tem limites na cama, vale tudo.
Babado: Que tipo de lingerie você gosta de usar?
Karol: Pequenininha, bem pequenininha. Forma melhor o corpo, fica bonito. Sou uma tímida sexy. Vou me soltando à medida que pego intimidade. Depois que flui, solto tudo!
Babado: Você está se formando em Design de Interiores e também estudou teatro. Que carreira quer seguir afinal?
Karol: Meu pai sempre falou na importância de se ter uma formação. Terminando a faculdade, faria uma pós-graduação em empreendedorismo e seguiria nos negócios da família. Agora, se pudesse conciliar a arte com a dança seria perfeito. Minha meta é dar o meu melhor para o grupo, me esforçar a cada dia. Em relação ao teatro, vou continuar estudando, porque é uma paixão. No futuro, se possível, quero ser atriz e fazer novelas.
Fonte babado.ig.com.br